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PAU D'ARCO, 24 DE MAIO DE 2017, AO AMANHECER

o trabalho parte da realização de uma intervenção no local do massacre de pau d'arco, ocorrido na data e horário apontados no título da obra, em que 10 camponeses foram assassinados pela polícia do estado do pará. a intervenção: 10 buracos verticais, em pé. com a terra, retirada e transportada, foram feitos 10 objetos que correspondem à exata dimensão destas covas despertas. este trabalho interpela o extrativismo moderno, próprio das práticas coloniais como a mineração e a plantation, e faz pensar no deslocamento de pessoas e materiais (as commodities), mas também nos espaços vazios deixados nas regiões de extração. é possível relacionar estas ausências e estas aparições repentinas? como realizar o desafio da leitura da terra como arquivo, abordar as marcas deixadas por acontecimentos violentos, transformar vestígios em narrativas - e o contrário: a partir de narrativas sobreviventes, esboçar apenas alguns vestígios... 

pau d'arco, 24 de maio de 2017, ao amanhecer /

2025 /

instalacão, fotografia, objetos /

680 x 20 cm; 60 x 40 cm (fotografia) /

impressão em papel baryta; argila, terra /

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